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13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi

Tiros, explosões, bandeira dos EUA, ex-militares, patriotismo

Por Rafael Sanzio - 18 Fev 2016 às 22:54h

Michael Bay é um cara bem conhecido por suas explosões e tiros nos filmes. Ele é tão conhecido por isso que um romance dirigido por ele provavelmente teria esses elementos... ah, e romance. E o que acontece quando a história envolve ex-militares norte-americanos no oriente médio? É a festa para o diretor, que está responsável pelo filme 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi.

 

Baseado no livro 13 Hours: The Inside Account of What Really Happened In Benghazi, de Mitchell Zuckoff, a história conta o que realmente aconteceu na Líbia em 2012, quando uma embaixada temporária dos EUA em Benghazi e um complexo da CIA foram atacados no aniversário dos atentados de 11 de setembro. Seis ex-militares que faziam parte da segurança do complexo da CIA organizaram suas defesas na torcida de que reforços chegariam.

 

Pelos seus filmes é perceptível o quão patriota Michael Bay é e o quanto ele sabe que os norte-americanos gostam desse reforço em filmes. O roteiro de Chuck Hogan disfarça um pouco mais esse elemento, para não causar náuseas nos outros países, mas é perceptível essa adoração. Diálogos como a ênfase de que “americanos irão morrer” ao invés de pessoas irão morrer deixa claro isso. Contudo, a bandeira norte-americana não aparece – de forma central – em toda sua glória, e sim em vários momentos degradantes. Sabe por quê? Porque a intenção do filme é mostrar que o lugar dos EUA não é naquele país, por exemplo, o filme reforça e demoniza a Líbia. Os EUA estão no povo norte-americano, como mostra a tatuagens de um dos soldados da CIA.

 

 

Por sinal, esses soldados trazem algo diferente para a trama, eles não são os militares heróis como em O Grande Herói, não serão condecorados publicamente. São ex-militares que não estão mais em serviço, contudo, ainda mantém o instinto de sobrevivência, camaradagem e amor pela vida e pelo país, mesmo que o mesmo não os valorize – como demonstra o tratamento que eles recebem e as condições financeiras de cada um.

 

Mencionar o filme O Grande Herói foi uma boa oportunidade, pois naquela crítica eu cito Michael Bay. E posso dizer que o diretor se acalma e não exagera em seus velhos clichês. Há a câmera lenta, há a câmera lenta com o ângulo de baixo e com alguém saindo do carro. Existe isso, mas ele evolui e dirige muito bem um filme de ação – não em um nível criativo como Mad Max: Estrada da Fúria, mas proporciona um ótimo entretenimento. Os efeitos visuais estão bacanas, e o desenvolver da trama não lhe prepara para algumas cenas bem gore.

 

13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi tem 144 minutos de duração, um tempo considerável e que assusta. Contudo, a história precisava desse recheio, desde a apresentação dos personagens como o tempo que vai passando até a tudo desandar. Se você quer um spoiler na trama, basta contar as horas que aparecem no filme e saberás quando tudo estiver chegando ao fim, quando finalmente 13 horas tiverem se passado.

 

 

7.7

Bom

Prós
  • Roteiro tem um humor bem posicionado e com tiradas boas
  • Ação muito bem dirigida e com efeitos especiais bem utilizados
Contras
  • Atuações bem genéricas que não valem a menção
  • Os clichês de Michael Bay continuam lá
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