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Deuses do Egito

Por um momento achei que estava assistindo Cavaleiros do Zodíaco

Por Rafael Sanzio - 25 Fev 2016 às 17:39h

A produção Deuses do Egito chega cheio de controvérsia, com as manifestações acerca do elenco da produção, segundo os que reclamavam, composto por atores que obviamente não correspondiam à aparência das pessoas do Egito – acho que os deuses vivendo entre os mortais e suas versões transformers também não correspondem à época.

 

Na trama, o deus Hórus (Nikolaj Coster-Waldau) está para ser coroado como o novo rei do Egito, contudo, o deus Set (Gerard Butler) interrompe o evento e toma a coroa para si. Humilhado e ferido, Hórus vai para o exílio, enquanto o Egito entra em uma nova era de guerra e destruição. Caberá a um mortal chamado Bek (Brenton Thwaites) a responsabilidade de convencer o deus caído que chegou a hora de retomar o que lhe pertence.

 

O roteiro de Matt Sazama e Burk Sharpless aproveita-se bastante do nome do protagonista mortal para viajar nessa produção. O filme é uma típica aventura hollywoodiana, com a jornada do herói para mudar sua personalidade e aceitar quem ele é e o que deve ser. Isso em um mítico Egito, bastante fantasioso e recheado do que parece ser uma boa pesquisa sobre as lendas e religião da época – teve um momento que parecia que eu estava assistindo a Saga de Hades do anime Cavaleiros do Zodíaco.

 

 

A história tem sua base em alguns clichês já conhecidos, contudo, essa nova fonte de “originalidade” abordando o tema fantasia egípcia surpreendentemente agrada. Porém, o início é sofrível e é estranho a forma como eles trabalham a relação entre os deuses e mortais. Mas é como se fosse mitologia grega e o envolvimento entre mortais e deuses. O roteiro é apressado em desenvolver a trama e acaba por prejudicar o ritmo do desenvolvimento dos personagens no começo. Mas com o passar do tempo a história se apruma, aliada a boas cenas de ação.

 

Os efeitos especiais estão bem feitos em sua maioria e produzem boas cenas – além de ideias bacanas como os demônios que estão prontos para sequestrar uma das deusas do elenco. A ideia de deixar os deuses maiores que os mortais parece bem tosca de início, mas acaba por realmente facilitar o relacionamento e a fácil identificação da hierarquia dos personagens. Só que não ficou legal as versões transformers dos deuses, é como se o diretor Alex Proyas, de alguma forma, quisesse manter essa versão alienígena dos deuses antigos, criando essas versões robóticas – mas era preferível algo mais natural.

 

E quanto à polêmica? Bem, é verdade que ter Nikolaj Coster-Waldau e Gerard Butler como deuses egípcios protagonistas não combina com a etnia dos egípcios. Mas pessoal, estamos falando de uma história de fantasia hollywoodiana com cenas de ação, lutas e explosões. De fato não é 100% fiel, mas pelo bem de sair o projeto e entregar um bom entretenimento, dá para engolir todo mundo falando inglês, caucasianos como deuses, etc... ok, falando assim fica mais ridícula a produção.

 

Nota-se o investimento em Deuses do Egito e sua estrutura, apesar de falha no começo e baseada em clichês, entrega um filme com um bom entretenimento. Mas fica a sensação desse “novo” ser apenas um velho travestido, ou seja, as ideias egípcias não passam de uma mitologia grega diferente.

 

6.4

Aceitável

Prós
  • Alex Proyas dirige bem as cenas de ação e conduz um bom entretenimento
Contras
  • Terrível erro de direção ao vermos um frame que dá para ver o olho de Waldau por debaixo da faixa que cobre os seus olhos
  • Roteiro é bastante apressado no início para engrenar a história
  • Deuses egípcios caucasianos e falam inglês de boas
  • Gerad Butler tentando se inspirar em Leônidas

6.4

Aceitável

Prós
  • Alex Proyas dirige bem as cenas de ação e conduz um bom entretenimento
Contras
  • Terrível erro de direção ao vermos um frame que dá para ver o olho de Waldau por debaixo da faixa que cobre os seus olhos
  • Roteiro é bastante apressado no início para engrenar a história
  • Deuses egípcios caucasianos e falam inglês de boas
  • Gerad Butler tentando se inspirar em Leônidas
Antes de Watchmen: Espectral
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