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Horas Decisivas

Muito esforço para nada... Ou quase nada

Por Ayrla Melo - 02 Mar 2016 às 10:14h

Quando um trailer vende uma ideia totalmente eletrizante de um filme que não está na boca do povo, a expectativa de ser surpreendida ganha um determinado peso e, proporcionalmente, quando, no fim, este filme provoca uma sensação de tempo perdido, a decepção é ainda maior.

 

Horas Decisivas é um desses filmes. Ele vai atrair o espectador talvez pelos efeitos visuais e o drama sugerido em seu trailer, mas não vai conseguir dar mais que isso, por mais que se esforce (e provavelmente foi justamente esse o seu erro).

 

Baseado em fatos reais, o filme tem como personagem principal Bernie Webber (Chris Pine), um guarda costeiro prestes a se casar e com sérias dificuldades em se expressar. 

 

 

Entre os atores, que exercem suas funções de maneira até satisfatória, vemos Chris Pine em um papel que não é o seu natural, nos mostrando um personagem estranhamente confuso e incapaz de se comunicar abertamente. Quem sabe um reflexo da década de 1950 ou uma mera incompatibilidade entre ator e personagem.

 

A história se passa em 1952, ano em que dois petroleiros foram partidos ao meio e deixados à deriva no mar por uma grande tempestade, em Massachusettes, nos EUA. Como membro da guarda costeira, o personagem de Pine recebe a tarefa de enfrentar a tempestade de ventos fortes e ondas altas para resgatar os homens ilhados em um dos navios. 

 

 

O longa é dirigido por Graig Gillespie, aqui dono de um vício irritante de tentar enfatizar o drama com longos close-ups acompanhados por uma trilha sonora melodiosa e incessante. Contudo, o efeito acaba tomando o caminho inverso, pois a dramaticidade, em vários momentos, não é bem construída anteriormente, deixando os close-ups e a trilha à deriva no mar do tédio, com o perdão do trocadilho.

 

Depois da primeira hora de filme, mais ou menos, finalmente chegamos ao ápice da história, com efeitos visuais dignos de um filme de suspense marítimo, aliviando o tédio persistente até então.

 

Os momentos de tensão e o drama do previsível resgate são bem dirigidos e compostos por cenas, até certo ponto, bastante verídicas, como em uma tomada na qual somos apresentados ao imenso navio partido ao meio, escuro e rodeado por águas furiosas, causando certa ansiedade ao imaginar tal situação. 

 

Só então, pode-se dizer que o longa sai da possível imersão no esquecimento e na programação de alguma TV aberta, para algo possivelmente divertido, que, no entanto, não vai deixar de passar em uma tarde de domingo. 

 

6.5

Aceitável

Prós
  • Efeitos visuais compatíveis com a proposta do filme
Contras
  • Trilha sonora desgastante
  • Atuações que variam de satisfatórias a medíocres
  • Evidente esforço de dramatizar até o limite

6.5

Aceitável

Prós
  • Efeitos visuais compatíveis com a proposta do filme
Contras
  • Trilha sonora desgastante
  • Atuações que variam de satisfatórias a medíocres
  • Evidente esforço de dramatizar até o limite
Antes de Watchmen: Espectral
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