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Kung Fu Panda 3

Um filme fofo e belo, assim como os outros

Por Ayrla Melo - 04 Mar 2016 às 10:57h

Essa crítica poderia ser resumida em uma única palavra: fofura! Contudo, isso não seria justo com o leitor que veio até aqui para, quem sabe, ver uma segunda opinião sobre o filme ou descobrir se vale a pena assistir mesmo.

 

Kung Fu Panda 3, sob a direção de Jennifer Yuh e Mark Orborne, segue a fórmula básica dos dois primeiros filmes: mais um obstáculo a ser superado na divertida peregrinação do personagem para o autoconhecimento e evolução. Dessa vez, como obstáculo principal temos Kai, um animal/personagem que até agora estou tentando descobrir de qual espécie pertence (talvez seja um touro com chifres superdesenvolvidos). 

 

Aqui, Kai volta do mundo dos espíritos onde ficou preso por 500 anos e, por algum motivo conveniente de roteiro, tem uma relevante ligação com o universo de Po, por isso seu principal objetivo é destruir o panda Dragão Guerreiro e todas as pessoas que ele ama.

 

 

Em paralelo, o telespectador é apresentado a mais um panda, o pai biológico de Po, Li, que convenientemente estava a sua procura. Aliás, várias coisas que acontecem ao longo do filme são bastante convenientes, ainda assim, não são informações que quebram a lógica do filme, justamente pelo seu público-alvo e seu enredo educativo, com a sutil, delicada e importante abordagem sobre o conceito de família e a ideia de se aceitar como é. 

 

Ao lado de um roteiro simples e até um pouco óbvio, destaca-se a animação que permanece tão espetacular quanto nos outros dois filmes da franquia, mixando diferentes técnicas, dando ao filme lindos cenários e incríveis narrativas gráficas. Vale um destaque especial para as expressões faciais dos animais que sempre estão complementando a história da alguma forma mais peculiar e fofa.

 

 

Outro ponto relevante que vale a menção é a trilha sonora, sempre enriquecida com elementos musicais do oriente. Como nos dois filmes anteriores, Hans Zimmer é o compositor, também responsável pelas incríveis trilhas de Interestelar, A Origem e Anjos e Demônios.

 

Caso você tenha chegado até aqui e ainda esteja com dúvidas se deve ou não ir ao cinema assistir ao panda mais fofo das animações, você pode acrescentar mais um fator importantíssimo: não tem apenas o Po como panda, dessa vez somos apresentados a uma vila inteira de pandas comilões, simpáticos e muito, mas muito fofos! Não tem como resistir! 

 

9.2

Incrível

Prós
  • Roteiro divertido e com uma moral para os telespectadores mais jovens
  • Trilha sonora sensacional
  • Animação que mantem a qualidade excepcional dos antecessores
Contras
  • Apesar de divertido, o roteiro é simples e mostra pouco a mais, quando comparado com os filmes anteriores
Antes de Watchmen: Espectral
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