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House of Cards – 4ª Temporada

Manter o poder pode ser uma batalha mais feroz que consegui-lo

Por Marcelo Soares - 14 Mar 2016 às 11:10h

O poder é repleto de jogos de conquista, dissimulação, enganação, sorrisos falsos e apertos de mão fortes. House of Cards nos mostrou em todas as suas três primeiras temporadas o que a politicagem moderna faz para chegar ao poder. Nessa quarta vemos o que é preciso para se manter nele.

 

Alcançar o poder muitas vezes é só o início da batalha, uma premissa que Frank Underwood (Kevin Spacey)sentiu bem na terceira temporada após conseguir chegar à presidência dos Estados Unidos e ter que enfrentar diversos problemas e inimigos para se manter nela.

 

Em sua nova temporada a série coloca o manipulador presidente em plena campanha de reeleição em uma disputa com novas forças políticas e, inclusive, com sua esposa e parceira de vida Claire (Robin Wright) que se sente incomodada por ser sempre coadjuvante e nunca ter podido ter um cargo eletivo.

 

A coisa mais interessante no seriado sempre foram suas intrigas políticas e jogos de poder entre políticos, empresas e mídia. É muito interessante vermos como esses três poderes se relacionam, se beneficiam e vivem, ao mesmo tempo, em pé de guerra. Quando acrescentamos uma eleição a fórmula isso se amplia a se ver como o campo político é uma verdadeira selva de predadores atacando uns aos outros de forma velada, pelos bastidores.

 

 

Após uma terceira temporada aquém de suas anteriores, demonstrando até certo desgaste da história e de seus personagens, e alinhado ao histórico de crimes e enganações realizados por Underwood até o momento, era de supor que o caminho natural a essa altura fosse sua derrocada. O que vemos no início desse ano nos dá ainda mais essa sensação quando linhas diversas de seus pecados passados começam a convergir e vir à tona. Contudo, a série, que confirmou uma quinta temporada antes mesmo de estrear a nova, vai além e avante em caminhos inesperados.

 

Um novo concorrente político, represálias internas de sua equipe, um embate com sua própria esposa, um caso polêmico de sequestro terrorista, impasses diplomáticos e um ataque pessoal levam Frank ao seu limite e quase desistência perante tudo. Um personagem feito, de fato, com todo empenho e qualidade de Kevin Spacey. Aliás, todo o elenco, como sempre, está muito bom, incluindo as adições de Neve Campbel e Joel Kinnaman que deram novos rumos dentro da dinâmica da série.

 

Apesar de alguns “lamaçais” narrativos até desnecessários, como dramas coadjuvantes insossos, essa temporada volta ao baile que tanto conquistou fãs na primeira, mantendo os dramas emocionais de fundo e focando na intriga política com toda a força necessária. Ao fim desse quarto ano de desventuras dos Underwoods terminamos com o velho dilema retornando as nossas mentes: torcemos ou não a favor de pessoas tão corruptas quanto carismáticas?

 

Agora é esperar pra ver o que o quinto ano nos reserva e se teremos mais quatro anos de Underwood como o homem mais poderoso do mundo.

 

9.7

Incrível

Prós
  • O embate de atuação e maquinações do casal de protagonistas
  • Os novos personagens que criam outras visões e relações dentro do joguete político
Contras
  • O Doug Stamper de Michael Kelly que novamente se envereda em uma trama paralela desinteressante

9.7

Incrível

Prós
  • O embate de atuação e maquinações do casal de protagonistas
  • Os novos personagens que criam outras visões e relações dentro do joguete político
Contras
  • O Doug Stamper de Michael Kelly que novamente se envereda em uma trama paralela desinteressante
Antes de Watchmen: Espectral
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