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Mogli – O Menino Lobo

A imersão em um clássico da Disney, agora mais realista

Por Ayrla Melo - 15 Abr 2016 às 12:17h

Antes mesmo de assistir ao filme, uma das coisas que mais chama a atenção ao ver os trailers são os animais e cenários feitos totalmente em computação gráfica e captura de movimentos, um dos pontos fortes da nova adaptação de O Livro da Selva de Rudyard Kipling, livro no qual se baseou também a primeira adaptação, então animada, do mesmo, produzida pela Disney em 1967.

 

Em 2016, aos que tiveram a oportunidade de assistir a primeira adaptação, terão mais uma vez a chance de presenciar Mogli, agora em live-action, em sua caminhada para algo que podemos classificar como autoconhecimento, uma quebra de uma realidade infantil para outra de amadurecimento, reconhecendo os perigos que existem na selva.

 

Aos mais novos, que não foram inundados durante a infância por uma das eras de ouro da Disney no cinema, Mogli se trata de uma experiência que atende as exigências do pequeno público, aquele que já nasce manipulando tablets e smartphones com um traquejo admirável.

 

No longa, somos guiados por uma selva onde o respeito às leis e a cadeia alimentar estão presentes o tempo todo, além do perigo iminente, que, em oposição ao filme animado, muito mais suave, aqui se mostra bastante próximo da realidade, sem tantas fantasias sobre como seria uma criança pequena e frágil vivendo entre animais carnívoros e temidos. 

 

 

Outro grande mérito do filme está na fotografia imersiva, que nos ajuda a entender aquele mundo e enxergar certa grandiosidade, principalmente quando surgem na tela planos abrangentes com a figura do pequeno Mogli contrastando em um canto da tela. É preciso falar também da forma de posicionamento das câmeras, que por vezes está na altura d’O Menino Lobo, nos dando a sua perspectiva da selva, em outras está sobre ele, apresentando mais uma vez sua figura pequena em oposição aos grandes espaços e animais que vão surgindo no caminho. 

 

A maior parte da beleza encontrada em Mogli – O Menino Lobo se deve ao trabalho do diretor Jon Favreau, que também dirigiu Homem de Ferro 1 e 2 e Zathura: Uma Aventura Espacial. Favreau surpreendeu com a qualidade da computação gráfica encontrada no longa, principalmente tratando-se dos animais que, apesar de não serem tão caricaturados quanto no longa animado, expressam emoção com um simples olhar e mostram peso na tela, na forma de andar e se movimentar, trazendo ainda mais realidade para aquele cenário.

 

 

Outro aspecto que favoreceu a humanização dos animais foi a excepcional e emocional dublagem em inglês interpretada por um elenco de peso: Bill Murray deu vida, ou melhor, voz ao urso Baloo, Ben Kingsley interpretou a pantera Bagheera, Idris Elba interpretou Shere Khan e Lupita Nyong'o deu voz a loba Rakcha, mãe adotiva de Mogli na alcateia. Além disso, temos Neel Sethi, o Mogli, o único personagem que não foi feito em CGI, um simpático menino que, em inúmeras vezes, se mostrou a fiel versão realista do Mogli animado de 1967. 

Mogli – O Menino Lobo trata-se de uma história simples, com lições de moral simples, contada de forma magnífica e envolvente, levando o espectador a imergir e evoluir junto com o garoto, para dentro da selva. 

 

9.5

Incrível

Prós
  • Incrível dublagem original, em inglês
  • Uma história simples, agradável e envolvente
  • Uma evolução em termos computação gráfica
Contras
  • Se é para citar algum defeito, a passagem de tempo é pouco evidente.

9.5

Incrível

Prós
  • Incrível dublagem original, em inglês
  • Uma história simples, agradável e envolvente
  • Uma evolução em termos computação gráfica
Contras
  • Se é para citar algum defeito, a passagem de tempo é pouco evidente.
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