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Angry Birds: O Filme 3D

Quem disse que apenas filmes de quadrinhos fazem fan service?

Por Rafael Sanzio - 12 Mai 2016 às 19:06h

Não seja um bobalhão passivo, aprenda a usar sua raiva e vencer os desafios. Quase que você compra essa lição de moral da animação Angry Birds: O Filme, baseado no jogo para aparelhos móveis da Rovio. Porém, você precisa entender que a aventura e o mundo dos pássaros e porcos não fazem tanto sentido mesmo e apenas embarque nas referências e na qualidade gráfica.

 

Na trama, Red é um pássaro que vive na ilha dos pássaros felizes e saltitantes, só que ele não segue essa linha, esforçando-se para não socar a cara dos aproveitadores e tapados da vila. Quando os Porcos chegam sem aviso, todos os recebem de braços abertos, só Red percebe as intenções malandras dos visitantes verdes. Quando os ovos da vila são roubados, apenas Red e seus dois amigos poderão fazer a diferença entre a vitória e a derrota nessa guerra.

 

É engraçado falar do roteiro de Jon Vitti porque me faz lembrar do fan service existente nos filmes de quadrinhos. Apesar dele ter tido o trabalho de criar uma história de desenvolvimento de personagens, ao invés de montar a história basicamente como nos games, os porcos levando os ovos, nota-se que não há muita força nos personagens existentes e algumas tramas são bem superficiais ou clichês – como o personagem da Águia ser uma grande farsa. Ainda utilizando como exemplo toda a sequência da Águia, ela só serve para ter uma ou outra piada boa, mas um monte de outras cenas sem graça ou até mesmo vergonhosas por não estarem funcionando.

 

 

 

Por outro lado, é interessante ver como eles trouxeram algo diferente ao transformar o protagonista em alguém determinado e eficiente. Geralmente alguém que tem problemas com raiva iria ser alvo de um azar extremo e muitas vezes iria se dar mal pelas circunstâncias – como o Seu Madruga do Chaves, por exemplo. Mas aqui, como uma bela surpresa, não é o caso. Sim, ele se dá mal, mas também sabe se impor e se livrar de algumas situações. O lado negativo do roteiro, vale salientar que há algumas piadas “esquisitas” que podem causar vergonha para os maliciosos de plantão que sabem que as crianças não entenderam certas piadas. Além disso, há uma piada de mau gosto em relação aos deficientes mentais.

 

Portanto, o que funciona na animação são as referências ao jogo – porque também não há uma explicação lógica para os poderes. Então temos os vários tipos de pássaros em ação, explicações para os vários “modelitos” dos porcos, uma verdadeira destruição ao estilo Angry Birds e por aí vai.

 

Dani Calabresa e Marcelo Adnet fazem um bom trabalho como dubladores, fazendo com que a voz deles incorporasse no personagem, contudo, Fábio Porchat já não foi tão feliz no processo. A voz está diferente sim, mas ela não impacta.

 

O que impacta mesmo é a qualidade dos gráficos da animação. A galera da Sony Pictures Imageworks está de parabéns. O 3D se destaca em algumas cenas, o que era de se esperar se tratando de uma animação, mas nada muito espetacular.

 

Angry Birds: O Filme se destaca como uma boa adaptação do jogo da Rovio, mas para ser uma boa animação ainda precisa comer muito arroz e feijão para ficar entre os grandes do gênero.

 

7.3

Bom

Prós
  • Boa adaptação das referências do jogo
  • A dupla de diretores, novatos no cargo, faz um bom trabalho
  • Os gráficos da animação estão excelentes
Contras
  • Os personagens não são fortes o suficiente e alguns embarcam nos velhos clichês
  • Uma boa parte das piadas não funciona ou exageram no mau gosto

7.3

Bom

Prós
  • Boa adaptação das referências do jogo
  • A dupla de diretores, novatos no cargo, faz um bom trabalho
  • Os gráficos da animação estão excelentes
Contras
  • Os personagens não são fortes o suficiente e alguns embarcam nos velhos clichês
  • Uma boa parte das piadas não funciona ou exageram no mau gosto
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