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Batman vs Superman – A Origem da Justiça (Versão Estendida)

O que alguns minutos podem fazer a um filme

Por Rafael Sanzio - 05 Jul 2016 às 10:54h

O filme que dividiu a internet e criou uma guerra entre críticos e fanboys (sim fanboys, ok?). Batman vs Superman – A Origem da Justiça de Zack Snyder foi massacrado por boa parte da imprensa especializada, mas teve seus defensores fervorosos que batiam de pé junto que quem não gostou do filme não entendeu a história do filme. Eis que agora surge a versão estendida do longa-metragem, com o que parece ser a versão que Snyder queria ter colocado no circuito, mas foi podado pelos executivos da Warner. O que temos é um filme bem mais coerente, mas ainda assim, com falhas.

A história ganhou um pouco mais de 25 minutos e a maioria desse tempo é utilizado para tampar uma boa parte dos furos do roteiro, ou seja, a versão cortada que foi aos cinemas foi esburacada para deixar o filme mais rápido, contudo, a escolha do que sair foi terrível – apesar dos defensores do filme provavelmente darem como desculpa que o que foi cortado dava para subtender que aconteceu. Mas o que realmente mudou para melhor?

Bem, agora temos uma real motivação para o Super-Homem (Henry Cavill) se interessar e ir atrás do Batman. Aqui temos um Clark Kent que investiga e fica realmente motivado para encontrar a verdade sobre esse vigilante que mata criminosos e deixa uma parte da população assustada. O Planeta Diário ganha mais destaque e a interação e as motivações de Clark são cutucadas até ele realmente fazer algo sobre o assunto. Ou seja, este filme tem muito mais conteúdo envolvendo o Super-Homem e como toda a situação o afeta – não apenas cenas em câmera lenta e cara de pesar. As vozes do povo são mais ouvidas, com o constante ponto de vista sendo apresentado através das notícias e como é a opinião do povo em relação ao que está acontecendo. A trama ganha uma base maior, base que precisava para embarcarmos na história, nos envolvermos e deixar apenas de ser um agente passivo vendo um desenvolvimento cortado sem uma fluidez na história.

A participação de Lois Lane (Amy Adams) na história recebe uma dose maior de importância, deixando ainda mais claro que sua investigação sobre as mortes na África serviu de algo no final das contas – por sinal, toda a armadilha na África fez mais sentido, já que conduziram a “montagem da cena do crime” de forma menos intuitiva e deixando claro que tentaram incriminar o Super-Homem de forma coerente, além de demonstrar que houve uma manipulação maior dos eventos para o governo e o mundo acreditar nisso, com a adição da menção de suborno e intimidação de testemunhas, o real envolvimento de Wally (Scoot McNairy) no atentado, a explicação/prova do porquê Super-Homem não percebeu a bomba no Capitólio, entre outros pequenos detalhes.

Alfred (Jeremy Irons) ganha mais presença de tela e prova que realmente Bruce Wayne explora o coitado. Mas essas cenas servem para criar um laço maior entre os dois e notar o rancor no personagem vivido por Ben Affleck. Há também cenas que deveriam permanecer cortadas por serem, neste caso, cenas que não precisavam acontecer porque as explicações estariam inseridas de forma intuitivas ou mesmo desnecessárias para o decorrer da trama. Ah! E o plano e a motivação de Lex Luthor (Jesse Eisenberg) ficam um pouco mais coerentes com alguns acréscimos de falas e cenas.

Boa parte da minha primeira crítica se mantém mesmo com esses minutos a mais (leia aqui), contudo, o filme cresceu e ganhou alguns pontos por se tornar mais coerente e com tramas e motivações que finalmente fizeram sentido – há ainda soluções e motivações toscas, mas essa versão está bem mais aceitável.

 

7.3

Bom

Prós
  • A trilha de Hans Zimmer tem bons momentos, principalmente com a música tema de Lex Luthor
  • O Lex Luthor de Jesse Eisenberg é divertido, apesar do exagero na loucura
  • Contrariando as expectativas o filme tem mesmo uma vibe de sequência de O Homem de Aço e não um filme do Batman
Contras
  • A adaptação da história de O Cavaleiro das Trevas não foi bem feita e transformou o Batman em um idiota
  • A direção do filme é bastante fraca, com sequências de luta engessadas e mal coreografadas
  • As referências do universo DC Comics não são tão impactantes como as da Marvel

7.3

Bom

Prós
  • A trilha de Hans Zimmer tem bons momentos, principalmente com a música tema de Lex Luthor
  • O Lex Luthor de Jesse Eisenberg é divertido, apesar do exagero na loucura
  • Contrariando as expectativas o filme tem mesmo uma vibe de sequência de O Homem de Aço e não um filme do Batman
Contras
  • A adaptação da história de O Cavaleiro das Trevas não foi bem feita e transformou o Batman em um idiota
  • A direção do filme é bastante fraca, com sequências de luta engessadas e mal coreografadas
  • As referências do universo DC Comics não são tão impactantes como as da Marvel
Antes de Watchmen: Espectral
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