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Supergirl - 2ª Temporada: Primeiras Impressões

Quanto mais Super melhor!

Por Marcelo Soares - 17 Out 2016 às 09:45h

Quando anunciaram a produção pelo canal americano CBS de uma série da Supergirl fiquei animado por ela ser uma personagem sempre muito mal aproveitada, tanto nos quadrinhos quanto no universo audiovisual. Com um filme antigo e uma participação coadjuvante no seriado Smallville, seria a primeira vez nesta geração que a Moça de Aço teria seu espaço nos holofotes.

Sua primeira temporada trouxe um frescor e tom de animação fugindo do teor que o cinema vem tratando o outro personagem com S no peito. Agora, iniciando uma segunda temporada mais firmada e em novo canal, mudou-se para a CW, lar de séries de super-heróis como Arrow e Flash, Supergirl traz em seu primeiro episódio o tal primo tão falado, e escondido anteriormente, interpretado por Tyler Hoechlin.

É claro que o grande destaque do retorno da série é a participação direta e a vista de todos do Superman. O personagem que só tinha sido referenciado e mostrado nas sombras e a distancia ganha uma boa nova versão televisiva baseando sua construção no desempenho clássico de Cristopher Reeve nos filmes de Richard Donner – e essa inspiração nos é lembrada constantemente com referência a cenas e nomes usados em 1978. Temos o Clark Kent desajeitado, ainda em romance com Lois Lane e enrolado com pedidos de Perry White enquanto busca ser o símbolo de esperança e altruísmo que todos adoram amar.

Como o foco do seriado é mesmo Kara Danvers (Melissa Benoist), o primo famoso, mesmo chamando a atenção tanto dos personagens quanto nossa, tem sua influência na história diminuída em favor das ações da Supergirl. Vemos isso, principalmente, nas cenas de ação que normalmente o super-herói resolveria sozinho em algum de seus filmes e aqui “deixa” a prima resolver.

O primeiro episódio dessa temporada nos apresenta alguns apontamentos que a mudança de canal televisivo irá trazer, como a saída da maravilhosa, como sempre, Calista Flockhart (Cat Grant) que por conta das gravações do seriado ser agora no Canadá não participará de todos os episódios. Temos também uma consolidação, inclusive em estrutura, do Departamento de Ameaças Alienígenas como a base de operações e auxílio da Supergirl, numa pegada bem “Time Arrow” de ser, além da entrada do nome Luthor na história pelas mãos de Lena Luthor, irmã adotiva de Lex, que assume a empresa da família depois da prisão do irmão mais velho.

Outro efeito “CW”, para mim, é a mudança no status de relacionamento de Kara e Jimmy Olsen (Mehcad Brooks), ao final da primeira temporada o namoro parecia que iria, finalmente, iniciar e foi só sair de um canal para o outro e cair no lugar comum tão querido pelas produções do extrato “teen” da Warner na TV de separar os namorados por não poderem ficar juntos por conta do lado heroico do protagonista. É um recurso de roteiro que pouco me agrada, deixa os seriados de heróis muitas vezes chatos e repetitivos e me dá um verdadeiro medo de levar Supergirl para caminhos desagradáveis visto nas aventuras de Flash e do Arqueiro Verde.

Pelo menos a estréia de seu segundo ano atraiu por volta de 3 milhões de espectadores e conseguiu 1.2 de rating no público entre 18 e 49 anos, triplicando a audiência do horário no canal. Além disso, marcou um recorde para a emissora, que não marcava números tão altos na segunda-feira desde um episódio de Gossip Girl, em 2008.

Espero que essa nova fase do seriado traga um desenvolvimento interessante pra personagem e eleve ainda mais a representatividade feminina que foi o mote do primeiro ano e o que conquistou o público.