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10 motivos porque você precisa assistir à Black Mirror

Terceira temporada da antologia será lançada na Netflix nesta sexta (21)

Por Carla Braga - 18 Out 2016 às 16:55h

Se você ainda não ouviu falar de Black Mirror, está na hora de descobrir a existência desta série. Criada por Charlie Brooker, em 2011, para o canal Channel 4, a produção possui formato antológico. Portanto, narra uma história isolada a cada episódio com atores diferentes em cada um deles. Black Mirror teve duas temporadas (de três episódios de uma hora de duração) e um especial de Natal em terras britânicas antes de ter sido comprada pela Netflix. Agora, a terceira temporada da antologia chegará para todo o mundo, com doze novos capítulos, através do serviço de streaming, nesta sexta (21)!

Como um todo, Black Mirror explora visões perturbadoras de eventos e realidades, que poderão muito bem se tornar realidade em um futuro próximo. Cada episódio é altamente relacionável, mesmo para os dias atuais, e construído de forma perspicaz para ser emocionante e impactante ao mesmo tempo. Uma antologia tão peculiar, que mescla ficção-científica com tecnologia tão bem, já formou um fanbase enorme e foi aclamada pela crítica.

Com isso em mente, compilamos os dez principais motivos para aqueles, que ainda não acompanham a série, começarem de uma vez por todas a assisti-la – ainda mais porque todos os seus episódios estão disponíveis na Netflix neste exato momento.

1. A série questiona aspectos importantes da nossa vida e fica com a gente

Black Mirror não é uma produção que será esquecida assim que você terminar de assisti-la. Inclusive, é normal ter discussões interessantes e de tempo significante após cada episódio. Graças à fenomenal habilidade da série em evidenciar o que há de errado e bizarro em nossa sociedade de forma inteligente e que consegue mexer com a gente, Black Mirror nos faz questionar nossos hábitos, normas e moldes e pode desencadear, facilmente, verdadeiras epifanias relacionadas ao mundo que nos cerca.

2. Possui vários rostos (atores) conhecidos

Além da famosa participação de Jon Hamm no especial de Natal, vários outros famosos já fizeram pontas ou tiveram papéis de destaque em episódios de Black Mirror. Rory Kinnear, Jessica Brown-Findlay e Allen Leech (Downton Abbey), Rupert Everett, Hayley AtwellDomhnall Gleeson já deram as caras nas duas primeiras temporadas da antologia. Mas, se eles não bastassem, outros nomes de peso poderão ser vistos na terceira, como Bryce Dallas Howard, Jerome Flynn, Alex Lawther, Alice Eve e James Norton.

3. Cada episódio se sustenta sozinho

Cada capítulo da produção acaba servindo como um curta-metragem de qualidade, trazendo à tona tecnologias futuristas específicas e grupos de pessoas diferentes. De cidades grandes a pequenas cidades, de pessoas públicas a pessoas comuns, as peculiaridades da vida em um futuro próximo são reveladas de forma singular e chamativa.

4. É aterrorizante

Como o seriado possui um tom realístico intenso nada otimista, acaba fornecendo uma pegada diferente para o gênero de terror. Em Black Mirror, não existe aquele susto jogado na sua cara de surpresa ou uma criatura se escondendo na penumbra de uma quina para agarrar o pé do protagonista. O nosso problemático futuro já é amedrontador por si só e capaz de mexer com as nossas cabeças – o que acaba justificando o motivo nº 1.

5. A série toma decisões destemidas

Black Mirror comete riscos, que sempre valem à pena. O visual e conteúdo da série são obscuros, bizarros e, muitas vezes, brutais. Existem cenas que podem nausear você e que não costumam aparecer na TV, mas elas nunca surgem de forma gratuita. Sempre há uma razão maior por trás das atrocidades que despontam nos episódios. Os riscos também não são preguiçosos, sempre bem pensados e se encaixando de forma harmônica com o restante da narrativa. A série acaba, portando, sendo bem honesta acerca de temas polêmicos, como pornografia, sexo, tortura e suicídio.  

6. Possui um humor negro sofisticado

O senso de humor de Black Mirror não é para todos, mas realiza sátiras extremamente bem-feitas. A série tira onda de assuntos intrínsecos da nossa vida que, há poucos anos, nunca teriam feito sentido para a gente. É um tipo de humor deturpado que exibe as bizarrices presentes em nossas vidas e como somos idiotas as vezes e que acaba nos fazendo rir alto em momentos pontuais para, em seguida, criar um mal-estar quando a verdadeira mensagem assenta em nossas mentes.

7. Aborda de forma fidedigna as emoções humanas

Por mais que o programa explore com maior frequência os conceitos perturbadores por trás da nossa sociedade, contém alicerces fixados nas emoções humanas também. A maior parte dos episódios explora a ideia do amor em uma espécie de conto e mergulha nos confins das emoções dos personagens principais. Eles passam por fins de relacionamentos, perdas, amor, luxúria, traição e por aí vai. Isso tudo mesmo abordando a ideia de que boa parte da sociedade tenha ficado meio dormente à maioria das emoções graças às tecnologias, usando o artificio de focar nos indivíduos que são afetados pela tecnologia de formas peculiares; esse impacto desencadeia neles respostas emotivas intensas.

8. Realiza comentários políticos e sociais relevantes

A série não se contenta em debater política, incluindo até a família real britânica, mas ainda faz isso sem dó e piedade. A trama revela as verdadeiras intenções e podridão por trás da política e ainda debate o quão ignorante a sociedade é em relação ao mundo político e o que ocorre de verdade por trás dos panos. Quanto aos comentários sociais, como já foram mencionados em outros tópicos, a produção nos deixa desconfortáveis à medida que abre os nossos olhos para a complacência e vício que possuímos por tecnologias. Com realidades sociais e políticas tão deprimentes no momento, que não demonstram sinais de que irão mudar, é apenas compreensível que a série nos mostre um futuro ainda pior do que a realidade que enfrentamos no momento.

9. Aborda um futuro distópico que pode acontecer de verdade

Black Mirror não é Jogos Vorazes (ou Divergente ou Maze Runner ou por aí vai). Aventuras distópicas estão em alta nos últimos anos, e Black Mirror se enquadra por incrível que pareça na categoria por revelar um futuro próximo problemático; a diferença é que ninguém percebeu que ele chegou na série. Por oferecer um futuro distópico menos catastrófico (pelo menos, no sentido físico), que soa mais plausível para a audiência e que não romantiza seus acontecimentos para o público juvenil, Black Mirror cria a sensação de que sua realidade provavelmente irá acontecer em breve.

10. É uma versão moderna de The Twilight Zone

The Twilight Zone, antologia norte-americana de ficção científica exibida entre 1959 e 1964,utilizou-se da tecnologia para realizar comentários sobre a guerra nucelar, por exemplo, um assunto relevante para época, mas que não era discutido na TV. Black Mirror faz algo parecido, comentando sobre a sociedade moderna e abrindo nossos olhos para os perigos que nos aguardam. Logo, pode-se dizer que a produção agora da Netflix seja uma pegada moderna de The Twilight Zone, evidenciando como a tecnologia se transformou em uma droga para a sociedade atual.