X

As melhores e piores atuações de cantores em filmes e séries

Às vezes, a investida em Hollywood dá certo, mas, às vezes, não dá não!

Por Carla Braga - 15 Dez 2016 às 12:00h

O recente aniversário de lançamento do álbum Hunky Dory, que completa 45 anos no dia 17 de dezembro, lembrou-nos do quão versátil David Bowie foi como artista. O cantor inglês não foi apenas um músico talentoso e visionário, sempre expandindo normas retrógradas estabilidades pela sociedade, mas também um excelente ator, trabalhando em mais de vinte filmes ao longo de cinco décadas. Infelizmente, não podemos falar o mesmo de outros cantores, que, dentre outros motivos, ficaram famosos pelas suas atuações vergonhosas nas mais diversas produções! Criamos então uma lista com os melhores e piores exemplos de atuações de músicos.

As melhores:

David Bowie em Labirinto – A Magia do Tempo

Com um leque de atuações tão extenso, fica até difícil escolher apenas um exemplo, mas o trabalho de Bowie como Jareth, o Rei Goblin, em Labirinto – A Magia do Tempo (1986) foi o que ficou mais famoso e comentado com o passar dos anos. O cantor encarnou o principal antagonista da história de forma exagerada, mas era isso mesmo que um personagem tão excêntrico como o Rei Goblin pedia, e colheu louros positivos em maioria por isso, com a sua atuação sendo elogiada pela maior parte da crítica e sendo o elemento do filme mais marcante na memória de todos que conferiram a produção.

Lady Gaga em American Horror Story: Hotel

Seguindo os passos de Bowie, uma das suas principais inspirações, Lady Gaga migrou para a atuação logo cedo em sua carreira. A cantora conseguiu uma vaga no elogiado e extenso elenco da antologia American Horror Story de forma bem humilde, simplesmente, pedindo uma chance ao cocriador da série, Ryan Murphy. Como negar um pedido desses? Ainda mais com a iminente saída de Jessica Lange, antiga protagonista do seriado, que o deixou após a quarta temporada. Gaga chegou ao quinto ano da produção, chamada Hotel, preenchendo uma ausência importante, mas não deixou a desejar no papel de Elizabeth, dona do estabelecimento-título, e provou que sabia atuar sim, e bem! Mesmo recendo críticas mistas, a norte-americana calou a boca dos haters ganhando um Globo de Ouro em 2016 pela sua performance.

Madonna em Evita

Apesar do filme Evita (1996) não ter recebido muitas críticas positivas quando foi lançado, que apontaram a falta de profundidade da narrativa, que mais parecia um extenso clipe musical, a atuação de Madonna no papel da protagonista agradou quase todos. A cantora surpreendeu com um trabalho mais complexo do que a maior parte das pessoas esperava dela na época, criando profundidade para a personagem e ainda estabelecendo, ao redor de si, aquela qualidade de estrela hollywoodiana de produções antigas. Se você gosta de musicais, Evita é uma ótima pedida.

Jennifer Hudson em Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho

Em geral, o musical Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho recebeu críticas positivas, mas independentemente das opiniões acerca da produção como um tudo, foi um consenso geral que a performance de Jennifer Hudson no papel de Effie White foi o grande destaque do filme. A cantora e atriz não só foi indicada, mas recebeu um Oscar, um Globo de Ouro, um Bafta e o SAG Awards de Melhor Atriz Coadjuvante pela sua atuação no longa!

Björk em Dançando no Escuro

Dançando no Escuro (2001) polarizou a crítica quando chegou aos cinemas e é uma produção que ou você ama e idolatra ou odeia. Quando estreou em Cannes, recebeu a Palma de Ouro, o prêmio mais importante da noite, assim como o prêmio de Melhor Atriz para Björk. A icônica cantora islandesa encarna uma sonhadora operária imigrante, que sofre de uma condição degenerativa no olho e que está guardando dinheiro para uma cirurgia que prevenirá o seu irmão mais novo de passar pelo mesmo destino que ela de forma visceral e crua. Dançando no Escuro é emocionante e, grande parte disso, é devido à atuação sublime de sua protagonista.

Barbra Streisand em Funny Girl – Uma Garota Genial

Como não terminar a lista das melhores atuações de cantoras com a performance de Barbra Streisand em Funny Girl – Uma Garota Genial (1968)? A atuação da cantora é a mais importante já entregue por alguém, até então, considerado um não ator, já que Funny Girl foi o seu debute nos cinemas e a rendeu não só uma nomeação ao Oscar, mas uma estatueta na edição de 1969 da premiação – dividindo-o com Katharine Hepburn na única vez da história da Academia em que houve um empate nesta categoria. A atuação de Streisand foi aclamada pela crítica especializada de forma generalizada e consolidou o talento de uma artista, que ainda iria surpreender muito mais e se tornar ainda mais bem-sucedida e premiada nos anos seguintes.

As piores:

Britney Spears em Crossroads

Todos precisamos concordar que a atuação, entregue por uma cantora, mais infame das últimas décadas foi a de Britney Spears em Crossroads: Amigas Para Sempre (2002). Com um nome desse, coisas boas não podiam estar por vir, mas o trabalho da cantora foi ainda pior do que já se esperava que fosse. Tudo bem, o longa não possui uma narrativa coerente, nem uma direção bem-feita e, muito menos, diálogos inteligentes, mas o comprometimento da artista com suas falas é quase nulo; mais parecendo que ela gravava outro comercial da Pepsi e não um longa-metragem.

Mariah Carey em Glitter

Uma lista dessas não poderia deixar de lado o trabalho cômico de Mariah Carey em Glitter. Parece que tudo que a diva tocar precisa ter haver com glitter, né? Mas a palavra define bem o espírito cafona da produção. A parte mais triste nisso é que o filme desejava alavancar a carreira da cantora para o status de estrela hollywoodiana, mas o tiro saiu pela culatra e criou um estigma cômico ao redor dela, que persiste até hoje. O longa é uma sequência de clichês atrás de clichês, e a atuação rasa de Mariah só piorou a situação e a rendeu o prêmio de Pior Atriz do Framboesa de Ouro, prêmio cômico para as piores produções do ano.

Rihanna em Battleship – A Batalha dos Mares

Parte nosso coração admitir que Rihanna não se saiu bem no seu papel de coadjuvante em Battleship – A Batalha dos Mares (2012), filme inspirado no board game de mesmo nome, mas é a verdade. É preciso mencionar, no entanto, que o filme como um todo foi péssimo, recebendo apenas críticas negativas em uma maioria esmagadora e sete indicações ao Framboesa de Ouro, premiação satírica para as piores produções do ano. Detalhe que o longa só venceu em uma categoria. Consegue adivinhar em qual? Na de Pior Atriz Coadjuvante, claro.

Snoop Dogg em Bones (2001)  

Basta saber que Bones (2001) é um filme de horror estrelado pelo rapper Snoop Dogg para saber que coisa boa ele não deve ser. Graças a uma direção e roteiro fracos, o terror acaba sendo cômico e óbvio de forma não proposital e também abre margem para a pior atuação do artista, que já havia aparecido em várias outras séries e filmes de forma também ruim e quase sempre como ele mesmo. Em Bones, o músico entrega o mesmo tipo de performance fraca e engraçada que já havia dado em outras produções, mas com mais tempo em tela, já que é o protagonista, e de forma séria em um filme de terror.

Jessica Simpson em Os Gatões – Uma Nova Balada

A comédia de ação Os Gatões – Uma Nova Balada (2005), baseada na série dos anos 70/80 The Dukes of Hazzard, foi o primeiro trabalho da cantora Jessica Simpson como atriz; e deu para perceber isso, viu? O longa se saiu bem nas bilheterias, mas a crítica caiu em cima de todos os aspectos dele, apontando apenas erros, e a atuação objetificada, exagerada e meio infantil de Simpson foi um deles. Certas produções precisam permanecer no passado e The Dukes of Hazzard é uma delas.

Madonna em Destino Insólito

Apesar de ter se saído bem em Evita, o mesmo não aconteceu em Destino Insólito (2002), filme de Guy Ritchie, marido da cantora na época,que adaptou o filme italiano Swept Away de 1974. A produção foi feita na época em que a norte-americana estava com aquele sotaque britânico esquisito e recebeu críticas, extremamente, negativas, que apontaram que, no final das contas, a artista não sabia atuar e que a falta de vitalidade e complexidade emocional dos personagens principais foram as principais falhas da produção ao lado da péssima performance da sua protagonista.