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Relembre ou conheça as melhores séries de 2016

Listamos os 15 seriados mais marcantes do ano, e você não deve ter visto todos!

Por Carla Braga - 29 Dez 2016 às 14:08h

Vivemos em uma nova Era de Ouro da TV, com inúmeras séries estreando e retornando com novas temporadas a cada ano, e muitas delas acabam surpreendendo e caindo no gosto do público. Este ano, portanto, não ficou de fora dessa fase e teve uma boa quantidade de seriados que se destacaram. Em nossa premiação Ligado Awards 2016, já elencamos as nossas escolhas para as três melhores séries deste ano, mas não podíamos deixar de fazer uma retrospectiva focada só nessas produções. Afinal, foram muitos programas legais e eles merecem um tempinho só para eles!

Antes de começar a lista, vale à pena frisar que, mesmo com a contínua ascensão de serviços de streaming, como Netflix, Hulu, HBO GO (este último acabou de chegar ao Brasil) e outros, 2016 ainda foi um ano de muita pirataria. O Top 5 das séries mais pirateadas foi, respectivamente, Game of Thrones (a líder pelo quinto ano consecutivo), The Walking Dead, Westworld, The Flash e Arrow! Enquanto que a nova série mais assistida do ano, apesar de ter sido detonada pela crítica e público, foi o  retorno de Arquivo X! The Walking Dead, no entanto, foi o show nº 1 entre adultos (18-49 anos) e The Big Bang Theory foi a produção mais assistida em geral, superando TWD, com quase 20 milhões de telespectadores.

Que tal relembrar (e talvez descobrir sobre a existência de alguma) quais foram as melhores séries de 2016?

Westworld

Uma das estreias mais badaladas deste ano foi, sem dúvidas, Westworld. A série da HBO foi a que mais reuniu fãs online (e ao vivo) para conspirar entorno dos seus arcos narrativos. A cada novo episódio, surgiam novas especulações e teorias online, que, por incrível que pareça, foram confirmadas antes e durante a season finale; algo refrescante de se ver hoje em dia. O universo da produção é imensamente rico, então, mal podemos esperar para ver o que acontecerá durante a sua segunda temporada. Infelizmente, ela só chegará em 2018.

Game of Thrones

Em uma das suas temporadas mais empolgantes, ainda mais se comparada com a anterior, que deixou os fãs esperando por desfechos ao longo de quase todos os episódios, o sexto ano de Game of Thrones foi permeado de acontecimentos marcantes e ditou o fim da enrolação para começar uma nova, porém curta era para o programa. Também foram dados alguns fan services, Jon Snow participou da cena, talvez, mais épica da produção, Sansa conseguiu sua tão desejada vingança, Hodor partiu nossos corações, descobrimos um pouco mais sobre a origem dos White Walkers e muito mais!

Atlanta

Talvez você ainda não tenha ouvido falar de Atlanta, dramedy criado e estrelado por Donald Glover (Community), mas ela foi aclamada pela crítica especializada do seu piloto até a season finale. Focada em dois primos, navegando pela cena do rap de Atlanta em busca de uma vida melhor, o seriado possui um tipo de humor sutil e excêntrico ao mesmo tempo, que faz menções e pontuações inteligentes e relevantes para o contexto atual. Os roteiros de Atlanta são obras-primas da escrita televisiva e, associados, com uma fotografia irreverente e atuações impressionantes, transformam a série em uma das mais marcantes deste ano.

Stranger Things

Ao lado de Westworld, Stranger Things forma a principal dupla de estreias deste ano. Fruto do algoritmo da Netflix, suspeita-se, a produção dos irmãos Duffer chegou repleta de elementos para fisgar os mais variados fãs de ficção científica, drama, suspense e aventura. Com elementos como D&D e referências a filmes oitentistas, como os de Stephen Spielberg, e outros mais modernos, como Sob a Pele, o seriado criou uma atmosfera envolvente e personagens, em maioria infantis, ainda mais; sem falar em um montante de teorias, que devem ser respondidas quando retornar com novos episódios em 2017.   

This is Us

Outra série ovacionada pela crítica especializada e amada pelo público é This is Us, que ainda está com sua primeira temporada em aberto - apenas parada durante o hiato de fim de ano. Antes mesmo de estrear, a produção de Dan Fogelman (roteirista de Crazy, Stupid, Love) atraiu muita atenção com seu trailer, que evocava sentimentos positivos, como saudosismo. A estreia do seriado não decepcionou, com um sistema complexo de arcos narrativos, focando na vida de uma família ao longo de várias fases diferentes, pulando e voltando no tempo de forma corriqueira, nada didática, mas muito bem-feita. Outro trunfo do programa é o seu elenco talentoso, com destaque para as performances de Mandy Moore, Milo Ventimiglia e Sterling K. Brown.

The Walking Dead

O sétimo ano de The Walking Dead ainda não acabou, já que a série entrou em hiato de fim de ano, mas voltará para a sua segunda metade a partir do dia 12 de fevereiro de 2017, mas uma série tão acompanhada e comentada pelo público não poderia ficar de fora desta lista. De todo jeito, esta temporada tem sido uma das mais problemáticas, em relação à audiência, já que, após o seu primeiro episódio ter atingido mais de 17 milhões de telespectadores quando exibido na AMC, esse número começou a seguir ladeira abaixo a cada novo capítulo. O sexto episódio deste ano caiu para a marca de 10.4 milhões, o menor número que o seriado teve desde a sua terceira temporada. Problemas no paraíso?

 

Outlander

Após um primeiro ano épico, que consegue deixar sua audiência empolgada e envolvida emocionalmente com os personagens principais (principalmente com Jaime na segunda metade dos episódios), Ronald D. Moore tinha uma batata quente nas mãos para conseguir adaptar o segundo e complexo livro da série literária de Diana Gabaldon, em que o seriado se baseia. Mas o trabalho do produtor e sua equipe se mostrou digno à tarefa ao entregar um segundo ano sólido e que reacende nossa animação em relação à história de Claire nos episódios finais. É impossível não acabar a segunda temporada de Outlander sem lamentar precisar esperar meses para descobrir se a protagonista conseguirá encontrar o que (ou quem?) tanto deseja. 

Luke Cage

A terceira série original da Netflix em parceria com a Marvel, Luke Cage não deixou a desejar em relação à Jessica Jones e Demolidor. Com seus produtores empenhados em transformar a produção em uma mensagem empoderadora para a comunidade negra, Luke Cage se preocupou nos mínimos detalhes com isso, seja nos moletons do seu protagonista, já que homens negros vestidos de moletom são vistos como uma ameaça por boa parte da polícia e população branca norte-americana, ou na trilha sonora repleta de mensagens de força. O primeiro ano do programa ainda contou com a brasileira Sônia Braga na pele da mãe da personagem de Rosario Dawson e com várias personagens femininas (em maioria, negras) fortes! Luke Cage talvez tenha sido a série mais politicamente engajada, importante e certeira neste aspecto deste ano.

Fleabag

Você também não deve conhecer (ainda) este seriado aqui. A comédia britânica Fleabag, dividida em seis partes, é uma coprodução da BBC Three com a Amazon Studios e foi criada, roteirizada e estrelada por Phoebe Waller-Bridge. Fleabag foca, com um humor tipicamente negro, mas, de alguma forma, mais tangível do que costuma ser para os demais países, na existência de uma mulher, Fleabag, mal-compreendida à medida que ela leva sua vida em Londres logo após uma tragédia pessoal. A constante quebra da quarta parede para Waller-Bridge dar uma boa e significativa olhada de lado para o público torna tudo ainda mais peculiar e interessante.

Black Mirror

A antologia de ficção especulativa Black Mirror não ganhava episódios novos desde o seu especial de Natal de 2014! Mas, em 2016, a série, finalmente, voltou! Desta vez, através da Netflix, que detém os direitos da produção agora. Para alegria geral, os seis novos capítulos conseguiram não só manter o nível dos seus anteriores, fazendo críticas ferrenhas a nossa sociedade e ao que nos espera em um futuro próximo, como alguns deles até os superaram. Destaque para os episódios San Junipero, Men Against Fire e Nosedive.

BoJack Horseman

A série animada para adultos BoJack Horseman foge dos moldes das suas colegas, como Os Simpsons e Family Guy, aproximando-se mais de dramedys com atores de carne e osso, mesmo tendo um visual, claro e detalhadamente animado. Isso acontece graças a um desenvolvimento memorável de personagens, que são mais complexos e humanos do que costumam ser em animações. O terceiro ano do programa da Netflix foi o seu mais maduro e sólido e trouxe o melhor episódio da sua história. Fish Out of Water foi criado para aludir à produções do cinema mudo, como as de Charlie Chaplin, e coloca o problemático protagonista embaixo d’água, desbravando um universo que a série ainda não tinha nos mostrado.

Horace and Pete

Entregue de surpresa, ou seja, sem nenhuma divulgação anterior, a websérie Horace and Pete, criada e dirigida por Louis C.K. e estrelada por ele e ninguém menos do que Steve Buscemi, deixou a crítica e os fãs dos atores em choque e maravilhados com a qualidade da produção. A trama acontece toda dentro do bar, que dá nome ao programa, em Brooklyn, NY, que é comandado por um Horace e um Pete, que mudam a cada geração, há cem anos. O negócio da família não vai nada bem, e, hoje em dia, não faz muito sentido passar os direitos do bar apenas para dois membros da família. E se Horace e Pete tiverem uma prima ou irmã? A série debate, justamente, isso e outros dilemas familiares e pessoais muito bem construídos e de forma nada otimista. O seriado foi filmado de forma simplista, parecendo mais a gravação de uma peça, e soa revigorante e oldschool ao mesmo tempo. Sem dúvidas, um dos principais destaques televisivos deste ano.

The Crown

O drama biográfico da Netflix The Crown narra o começo do regime da Rainha da Inglaterra Elizabeth II e, quando estreou em novembro deste ano, foi elogiada pela crítica, graças a um elenco, direção, roteiros, elementos de produção (figurino, maquiagem, direção de arte e outros), fotografia e relatos históricos, relativamente, precisos do reinado da monarca. O seriado conseguiu, além disso tudo, humanizar os membros da monarquia em regime de forma que nenhuma outra investida tinha conseguido.

Transparent

O tão aguardado retorno de Transparent, após um ótimo segundo ano no final de 2015, aconteceu em 2016 de forma, no mínimo, emocionante. A produção da Amazon, que conta com Jeffrey Tambor na pele de Mort, uma mulher transgênero, abordou, mais uma vez, religião e crises familiares em uma temporada de respostas curtas, mas perguntas certeiras.  O terceiro ano de Transparent foi o mais inovador até agora, com sequências surreais de alucinações, uma tartaruga como convidada e dois episódios isolados para quebrar uma possível fadiga durante a maratona.

Mr. Robot

Criada por Sam Esmail e estrelada por Rami Malek, Mr. Robot foi uma das melhores surpresas de 2015. Felizmente, a sua segunda temporada chegou ainda em 2016, mantendo a qualidade da sua antecessora. Seguindo a conturbada vida do hacker Elliott, a produção inseriu uma série de novos personagens, com destaque para a policial Dominique "Dom" DiPierro, vivida por Grace Gummer, nos seus novos capítulos e uma trama ainda mais obscura. Mr. Robot já possui um público fiel, mas ainda não atingiu o nível de sucesso que merece desde o seu impecável piloto. Se você ainda não tiver conferido esse seriado, corre atrás do prejuízo e, em seguida, a indique para os amigos (vai ser inevitável fazer)!

The Americans

O drama de espionagem The Americans tem ganhado mais força e renome a cada nova temporada. Em 2016, o quarto ano da série estrelada por Keri Russell e Matthew Rhys, na pele de dois agentes da KGB infiltrados e fingindo ser um casal nos EUA, recebeu as melhores críticas da sua história. A série da FX possui personagens extremamente bem construídos e envolventes, um trabalho de escrita sofisticado e cheio de nuances e está sempre pronta para nos oferecer desenvolvimentos de narrativas impressionantes. Está mais do que na hora do seriado cair na boca do povo.