X

10 Jogos que dariam ótimas franquias no cinema

As adaptações cinematográficas que poderiam dar certo

Por Rafael Sanzio - 04 Jan 2017 às 12:20h

Nós já sabemos. Ter uma adaptação cinematográfica de um jogo nos cinemas e que seja boa, é muito difícil. Até mesmo as que fazem sucesso, como Resident Evil, não é garantia de qualidade. Seguindo a ideia de franquias que poderiam dar certo e entregar uma boa história, listamos 10 jogos que Hollywood deveria pôr as mãos – tirando Uncharted e outros porque já estão em andamento.

The Legend of Zelda

 

História: Há várias histórias, mas a primeira foi sobre o jovem Link que precisa salvar Hyrule do vilão Ganondorf, impedindo-o de pegar a Triforce. Para isso, ele tem que encontrar as três relíquias que dão acesso ao Templo do Tempo para possuir a Master Sword.

Motivo: Sabemos que a própria Nintendo pode ter ficado traumatizada com a adaptação de Super Mario Bros. (Eu gostei), mas as aventuras de Link são um prato cheio para uma grande franquia de fantasia para os cinemas. A cronologia do jogo é um pouco capciosa, mas a trama poderia ser adaptada de duas formas: ou como dá a entender na história, com vários Links que surgem para salvar Hyrule ou com um único Link e criando uma própria cronologia baseada em cada game que saiu.

Referência: O Hobbit; As Crônicas de Nárnia; A Lenda.

Bioshock

História: Ambientado em 1960, o protagonista é Jack, o único sobrevivente de um acidente de avião no Oceano Atlântico. Chegando a um terminal batisférico, o mesmo leva-o para a cidade subaquática de Rapture e lá ele se vê entre uma guerra ideológica entre duas classes distintas.

Motivo: Neste caso havia um filme em desenvolvimento, mas o próprio criador, Ken Levine, cancelou o projeto. A adaptação estava ao encargo de Gore Verbinski (Piratas do Caribe) e ele queria algo com censura alta e grande orçamento. Na época, saiu Watchmen e não fez tanto sucesso, o que fez o estúdio não querer embarcar em algo tão grande, querendo algo bem menor e Verbinski saiu. Levine então tinha que decidir entre continuar com adaptação nas mãos de alguém menos apropriado ou resguardar a qualidade do material. Bem, agora os tempos são outros e Deadpool chega para mostrar que bons filmes com censura alta podem ser lucrativos. Uma nova oportunidade de entregar uma trama de horror com ficção científica.

Referência: Dark City; Ladrão de Sonhos; Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras; Cidade das Sombras.

Dead Space

História: Estamos no século 26 e os recursos da Terra se esgotaram por completo. A única maneira de sobrevivência é a exploração de recursos em outros planetas. No planeta Aegis VII foi encontrado um artefato que infectou a USG Ishimura, uma espaçonave de mineração. A história acompanha Isaac Clarke, o engenheiro espacial que se voluntaria para fazer parte da USG Kellion, para investigar porque foi perdido o contato com a colônia do planeta e com a USG Ishimura – mas na verdade ele quer descobrir se sua ex-namorada está bem. Lá ele encontra corpos transformados em criaturas horripilantes e um culto insano ao artefato.

Motivo: O game de ficção científica de horror pode trazer novos elementos que apenas Ridley Scott está trabalhando atualmente – não podemos deixar o cara tão livre assim de concorrência. Será preciso apenas o cuidado de não transformar em um Resident Evil no espaço, focando bem mais no terror do que no gore das criaturas que o personagem principal enfrenta. O jogo teve dois filmes animados, mas nenhuma adaptação cinematográfica. Além disso, é uma trilogia que progride bem a trama.

Referência: Alien; O Enigma do Horizonte.

Beyond: Two Souls

História: A trama acompanha Jodie Holmes, uma garota que desde cedo mostrava sinais de poderes paranormais. Contudo, descobre-se que na verdade ela se comunica com uma entidade, possivelmente um espírito, que aparentemente a protege de tudo. Mais velha, ela virou uma agente especial do FBI que usa os poderes concedidos através de sua interação com Aiden.

Motivo: Há vários jogos que por si só são uma espetacular experiência cinematográfica, e que possuem horas de gameplay para desenvolver personagens e entregar grandes momentos ao jogador. Beyond: Two Souls é um deles. Então porque trazê-lo para as telas? Bem, a recepção ao jogo não foi a das melhores, mas sua premissa dá mote para uma boa franquia. Há motivações, momentos dramáticos e oportunidades para investir em efeitos especiais. Além disso, seu final dá um ótimo gancho para futuros filmes e com uma boa mudança do gênero. Fora o fato de praticamente ter seu elenco já escalado.

Referências: Poder sem Limites; Carrie, a Estranha; Corpo Fechado.

Deus Ex

História: A franquia é ambientada em um futuro distópico em um cenário cyberpunk onde humanos possuem implantes cibernéticos e melhoramentos aliados a nano-tecnologia. O protagonista é um agente melhorado anti-terrorista.

Motivo: Em 2002 houve uma notícia que um filme estava sendo desenvolvido pela Columbia Pictures, mas até agora nada. A ideia futurista do jogo ainda não ficou datada e pode muito bem ser empregada para uma boa franquia cinematográfica. Minha aposta estaria muito mais para uma história protagonizada por Adam Jensen do que o original JC Denton. A primeira história poderia adaptar Deus Ex: Human Evolution, ambientado em 2027, 25 anos antes do primeiro jogo. Contando a origem de Adam, conhecendo a organização secreta dos Illuminati e focando na briga entre as facções que aceitam a tecnologia integrada aos humanos e a outra que moralmente não aceita ou não tinha dinheiro para pagar ou seu corpo rejeitou os melhoramentos.

Referências: Matrix; Blade Runner; Ghost in the Shell; O Vingador do Futuro; Robocop.

Bloodborne

História: O jogador é um dos vários viajantes que buscam pela cidade de Yharnam, onde segundo rumores há um poderoso medicamento. As pessoas se encaminham para lá em busca de cura, mas quando o protagonista chega ele percebe que os habitantes da cidade estão infectados com uma praga que os transformam em criaturas bestiais.

Motivo: Por que não Dark Souls? O jogo é da mesma empresa e tem quase a mesma estrutura e já tem três jogos nas costas, e Bloodborne é o primeiro da série. O problema é que Dark Souls é um gênero fantasia medieval gótico, e esse tipo de produção não teve lá muito sucesso. Apostar em um jogo mais recente e só no gótico meio vitoriano pode ser uma boa pedida – ao estilo Van Helsing, só que mais bem feito e mais violento e mais sério.

Referências: Van Helsing; Irmãos Grimm; O Pacto com Lobos; Drácula de Bram Stoker;

The Elder Scrolls V: Skyrim

História: A franquia Elder Scrolls acontece no mesmo mundo, mas não há uma continuidade em si entre as tramas – muitas vezes adiantadas centenas de anos. Skyrim é ambientado durante uma guerra civil entre duas facções na província de Skyrim, no continente de Tamriel. O protagonista é um Dragonborn, um mortal nascido com alma e poder de um dragão.

Motivo: Sendo um RPG de fantasia com mundo aberto, há várias tramas e sub-tramas dentro do jogo, além de DLCs que acrescentam outras aventuras. Um filme de fantasia medieval, mais robusto e sério, e mais violento, dando destaque a vários tipos de dragões. A trama principal poderia focar em Alduin, o dragão negro, com o herói matando outros dragões para ganhar os poderes do grito (famoso poder do jogo).

Referências: O Senhor dos Anéis; Reino de Fogo; Coração de Dragão.

Fallout

História: Mesmo ambientada no século 22, o visual do jogo tem forte influência da década de 50 – fazendo uma ligação com o medo da população dos EUA tinha com uma guerra nuclear. Na história, uma guerra nuclear eclode entre os EUA e China. Os norte-americanos haviam criado vários Cofres, abrigos nucleares, e colocaram pessoas escolhidas para viver neles. O protagonista é alguém nascido nesse abrigo, uma geração depois da guerra, e que precisa sair do Cofre 13 para consertar o purificador de água do seu abrigo – onde convive com várias outras pessoas.

Motivo: A franquia da Bethesda tem vários jogos e lida de forma interessante com um mundo pós-apocalíptico com uma visão pautada no que as pessoas da década de 50 achariam que seria o futuro. Além disso, o personagem criado para fazer propaganda dos Cofres daria uma boa abertura de créditos.

Referências: Mad Max; O Exterminador do Futuro; O Livro de Eli.

Watch Dogs

História: Aiden Pearce é um hacker que se aproveita do avanço da tecnologia para ter a cidade em suas mãos apenas com um toque do celular. Quando ele e seu parceiro tropeçam em um segredo perigoso, suas vidas são afetadas para sempre. Agora, Pearce virou um vigilante em uma fictícia cidade de Illinois, Chicago, enquanto busca por aqueles que acabaram com sua vida.

Motivo: Apesar disso ser praticamente certo, com a Ubisoft seguindo com as adaptações depois de Assassin’s Creed, ainda não houve um anúncio oficial. Então menciono essa adaptação para reiterar que deva ser baseado na história do primeiro, já que o segundo tem um tom bem mais leve e jovial – ou seja, com perigo de ser um filme de sessão da tarde. Além disso, a premissa é bem legal, com um tipo de superpoder tecnológico e com um estilo de hacker que ainda não vimos no cinema.

Referências: Watchman; O Protetor; Matrix.

Borderlands

História: A trama acontece em Pandora onde grandes corporações buscam pelos Cofres (olha só, de novo) que possuem artefatos alienígenas capazes de mudar o rumo da disputa de mercado entre as empresas. Para isso, caçadores de tesouros são contratados para encontra-los.

Motivo: O jogo tem um clima que mistura Mad Max e faroeste em um futuro tecnológico que pode agradar ao público. O visual é bastante estilizado e pode aliar humor e violência.

Referências: Mad Max; Django Livre; Maverick.