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Top 10: Os melhores filmes mágicos e sobre mágicos já feitos

O dia do ilusionista nos inspirou a criar uma lista fantástica

Por Carla Braga - 31 Jan 2017 às 13:22h

Você sabia que 31 de janeiro é o Dia Mundial do Mágico? A mágica é uma arte antiga, cujo primeiro registro data de 2.000 anos A.C. em um papiro, que descreve uma apresentação feita para um faraó, e que só ganhou reconhecimento mesmo no século 19 (depois de ter sido considerada como feitiçaria na Idade Média). Hoje em dia, contamos com nomes de mágicos importantes para a história, como Harry Houdini e David Copperfield, que serviram de inspiração para muitos filmes sobre mágicos, suas apresentações e a possibilidade de seus truques serem, de fato, mágicos.

Inclusive, existe uma diferença crucial entre mágica e magia. Aquela é a arte de criar ilusões (daí o termo ilusionista), enquanto que esta está ligado ao uso de poderes sobrenaturais. Para comemorar o dia de uma figura tão intrigante para a história do entretenimento, vamos listar abaixo, primeiramente, exemplos de produções focadas neles, os mágicos, mas partiremos em seguida para listar longas, que evocam, de alguma forma, a magia do cinema. Afinal, o ilusionismo foi um dos pilares fundamentais para o início dos filmes. Sem mágica, não existira cinema.

P.S.: Já criamos um Top 10 Magos Mais Poderosos Do Rntretenimento

Top 5: melhores filmes com mágicos

O Grande Truque (2006)

O melhor filme sobre mágicos da última década, sem dúvidas, é O Grande Truque, coroteirizado e dirigido por Christopher Nolan, que repetiu a parceria que havia firmado com Christian Bale no ano anterior em Batman Begins (2005). O Grande Truque segue a rivalidade que dois mágicos, vividos por Bale e Hugh Jackman, estabelecem entre si e a busca deles para criar o maior truque de todos os tempos. Há momentos verdadeiramente dramáticos e outros extremamente inteligentes na produção, que ainda conta com David Bowie, Scarlett Johansson e outros em seu elenco. As plot twists e reviravoltas presentes na trama são algumas das melhores que Nolan já criou até hoje; e as inúmeras cenas de truques possuem uma pegada artística linda muito superior as da maior parte dos filmes sobre mágicos.

An Honest Liar (2014)

O filme biográfico An Honest Liar, de Justin Weinstein, documenta a vida do antigo mágico canadense James Randi, que, após abandonar a carreira de ilusionista e o nome artístico, The Amazing Randi, dedicou boa parte da vida para desmascarar pessoas, que alegavam ser psíquicas, curandeiras ou sobrenaturais de alguma forma. A produção também foca no relacionamento de mais de 25 anos que Randi nutre com José Alvarez, que, na época das filmagens, teve a sua identidade falsa desmascarada, trazendo à tona o questionamento: seria Randi o grande enganador ou apenas um enganado na história?

Truque de Mestre (2013)

Puro entretenimento. Duas palavras que definem muito bem Truque de Mestre. O filme de Louis Leterrier conta com nomes de peso em seu elenco, como Jesse Eisenberg, Woody Harrelson e Mark Ruffalo, que entregam performances que funcionam, e possui truques de ilusão criativos e bem executados. Esses dois elementos, além do longa e sua sequência serem bastante populares, garantiram a vaga da produção aqui! Mas é preciso avisar que, apesar da produção ser entretenimento puro, tudo aquém da superfície não passa de uma ilusão.

O Ilusionista (2006)

Assim como O Grande Truque, O Ilusionista foi lançado em 2006 e também não poderia ter ficado de fora desta lista. O longa estrelado por Edward Norton e Jessica Biel foi um pouco ofuscado pelo colega superior na época, mas isso não significa que ele seja ruim. Na realidade, ele é ótimo. Situado em Viena no século 19, o filme segue o romance entre o ilusionista Eisenheim (Norton) e a duquesa Sophie (Biel), que não podem ficar juntos porque o mágico é um plebeu. A dupla arquiteta então um plano, utilizando-se do ilusionismo, para soltar Sophie das garras de um noivado arranjado com um príncipe. A trama descrita rapidamente pode soar supérflua, mas as cenas de mágicas são impecáveis e até amedrontadoras as vezes, invocando supostos espíritos de pessoas mortas.

A Mente que Mente (2008)

Diferente dos seus antecessores neste Top 5, A Mente que Mente é uma comédia dramática independente, que até contou com uma estreia no Festival de Sundance de 2008. Escrito e dirigido por Sean McGinly e protagonizado por Colin Hanks e John Malkovich, a produção segue o jovem Troy Gable (Colin Hanks), que desafia o pai (vivido pelo próprio Tom Hanks, pai na vida real de Colin) e abandona a faculdade de direito para tentar ser um escritor em Los Angeles. O personagem acaba aceitando o emprego de assistente do “The Great" Buck Howard (John Malkovich), personagem inspirado no mentalista The Amazing Kreskin, para pagar as contas e acaba tomando gosto pela coisa.

Top 5: filmes que invocam a magia do cinema

Viagem à Lua (1902)

O famoso mágico francês e um dos precursores do cinema, Georges Méliès, usava efeitos fotográficos para criar verdadeiros mundos fantásticos. O “pai dos efeitos especiais” fez o icônico Viagem à Lua usando técnicas de dupla exposição para criar efeitos inovadores para a época. O resultado foi uma produção impactante para 1902 que, apesar de existir há mais de um século, ainda consegue invocar sentimentos lindos nos amantes da sétima arte. É impactante pensar que o cinema, uma arte relativamente nova, já existe há mais de cem anos e que Viagem à Lua conseguiu ser feito ainda nos primeiros suspiros do cinema. Uma produção emocionante lembrada por diretores e cinéfilos até hoje – a exemplo de A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese.

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (2004)

Foi difícil restringir esta menção a apenas um filme da franquia Harry Potter, mas Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban não é um favorito pessoal (assim como da crítica em geral) ao acaso. O filme de Alfonso Cuarón – o terceiro da franquia – foi o primeiro a mostrar os protagonistas com roupas normais, além dos robes, o que ajudou a moldar um universo ainda mais sombrio e maduro para os personagens. O longa entra nesta compilação porque, além de abordar um mundo mágico oculto de nós (trouxas), ainda cria uma atmosfera mágica cheia de significado e que pode despontar em nossas memórias apenas com uma nota do seu tema inicial. Harry Potter é uma das franquias mais repletas de magia para a geração atual e ratifica facilmente o amor que ela possui pela sétima arte. O cinema seria tão mais legal se toda produção conseguisse desencadear as sensações que os de Harry Potter desencadeiam.

Cinema Paradiso (1988)

Escrito e dirigido por Giuseppe Tornatore, Cinema Paradiso é um clássico cinematográfico que, acima de tudo, homenageia e traz à tona todo o significado do seu formato. Focado no cineasta italiano Salvatore Di Vita, a trama parte, rapidamente, para a narração da infância dele nos anos logo depois da Segunda Guerra Mundial. A versão de seis anos de Salvatore é uma criança inteligente e danada que se apaixona pelo cinema e passa todo o seu tempo livre no Cinema Paradiso. Ele acaba nutrindo um relacionamento improvável com o projetista do local e torna-se o seu pupilo.  O longa não hesita em retratar as diversas sensações que um filme e um cinema podem desencadear nas pessoas, sendo inevitável não parar para pensar sobre o próprio relacionamento que nutrimos com o cinema e ratificar nossa admiração por ele. Cinema Paradiso é um daqueles filmes lindos como poucos conseguem ser.

O Mágico de Oz (1939)

Muitas vezes considerado um dos gêneros mais importantes do cinema, o musical é conhecido por possuir uma aura mágica ao redor das suas produções – originalmente mais otimistas. Algo sobre idealizar um mundo, em que as pessoas podem dialogar, realizar tarefas ou simplesmente parar o que estão fazendo para entoar o que estão pensando e/sentindo dá uma pegada mais fantástica e mágica à coisa, por mais que suas tramas não possuam elementos mágicos em si. Este não é o caso de O Mágico de Oz, comédia dramática fantástica e musical que narra a história de Dorothy (Judy Garland), uma jovem que vai parar em outro mundo quando sua casa é arrancada por um tornado e inicia uma saga, repleta de criaturas mágicas, em busca do mágico de Oz, única criatura capaz de ajudá-la a sair do local em que se encontra.

O Mágico de Oz é tudo o que um musical clássico é conhecido por ser: adoravelmente engraçado, emocionante e mágico. É bem difícil não acabar o filme com um sorriso no rosto e envolvido por completo pela magia do cinema e da história da produção.  

2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)

Este Top 5 é sobre produções que nos dão uma sensação de admiração fantástica em relação ao cinema ao mesmo tempo em que conseguem ser extremamente cativantes, e 2001: Uma Odisseia no Espaço é um exemplo perfeito disso. Com este longa, Stanley Kubrick conseguiu criar talvez a melhor ficção científica já feita, que narra praticamente tudo que já aconteceu com a humanidade. As cenas do espaço são as mais realistas feitas até hoje (apesar do filme ter sido lançado antes do homem pisar na Lua) e a abertura do longa com a música Thus Spoke Zarathustra é uma das mais inspiradoras já feitas, além de estabelecer o tom do restante da trama. 2001 pode ser interpretado das mais variadas formas e, enquanto o filme e a sociedade existirem, ele será conferido e desencadeará interpretações diferentes para a obra-prima de um cineasta que só criou títulos marcantes.